Sobre os currículos, sabe-se que muito se tem mudado do decorrer dos anos. Passamos por uma série de tendências até alcançar o que hoje temos por teorias pós-críticas, por exemplo.
O que penso sobre as mudanças? Naturais, devo dizer primeiramente. Sim, pois acompanham seus respectivos contextos, atendem voluntariamente ou involuntariamente às tradições, ou às reivindicações de grupos sociais, às resistências e protestos de outros. O currículo de ensino está inserido dentro de uma sociedade e pretende influenciar a mesma, mas por outro lado não deixará de ser também influenciado. Se o currículo fora outrora extremamente ortodoxo, deve-se considerar que também assim o era o contexto que o cercava, ou se fora ou ainda é usado como ferramenta de manipulação ideológica, é porque também assim se dão as relações nos meios exteriores a escola.
A importância de estar ciente das mudanças e mais que isso, o por que das mudanças, está no fato de que se faz essencial a compreensão da estrutura escolar e os interesses que nela por vezes convergem e por muitas outras entram em conflito. Os currículos serão dinâmicos, porque as mudanças sociais se dão de forma dinâmica, o professor, portanto não compreenderá seu meio de atuação se não estiver atento ao mundo que lhe cerca.
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