quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

INTERACIONISMO - Querer não é poder

      Não tenho a intenção de ser um simples cético, embora minhas considerações a seguir me farão parecer. Em verdade apenas problematizarei a alternativa interacionista.
      Como ser interacionista quando se tem tantos alunos em sala? Sim pois para cumprir uma estratégia interacionista se faz necessário atender às peculiaridades de cada aluno. Pois para cada um deles o objeto de aprendizagem terá um distinto significado, já que cada qual é cercado de um específico contexto familiar, social, político e cultural, sem mensionar outras peculiaridades que assim como os pontos citados, também influenciarão na cognição de cada indivíduo.
      Faço logo então a crítica ao sistema escolar. Seria extremamente difícil, como nadar contra a correnteza, aplicar uma educação interacionista numa escola onde predomina o modelo estrutural ortodoxo, onde não só a estrutura escolar impossibilitará o bom desenvolvimento  do projeto em questão como os próprios alunos e professores, imbuídos voluntariamente ou involuntariamente de tradições, preconceitos e aversão à novas idéias, servirão de freio àquele que tentar diferente.
      Pois bem. É chato fazer o papel de ''advogado do diabo", mas alguém precisa desempenhá-lo. E não é de todo mal, aliás minha intenção com isso é que não deixemos de tentar novas didáticas, mas que a façamos preparados para não desistir no primeiro contratempo.

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